terça-feira, 9 de janeiro de 2018

A FALTA D'ÁGUA, O PARQUE E O TRÂNSITO EM VICÊNCIA: O QUE ELES TÊM EM COMUM.

O QUE NÃO ERA VIROU PROBLEMA COM O PASSAR DOS TEMPOS.

Foto: Samuel Cazumbá

Foram-se os tempos nos quais a Rua da Areia, a Rua da Lama e a Rua da Olaria não tinham calçamento. A casa de Seu Lulu não reina mais soberana na Rua Nova. A Estação do Monte e o sítio de Seu Ozório estão repletos de moradias. Até a Chã dos Mandados virou um bairro da cidade! O número de veículos beira o absurdo. Quase todo mundo tem um carro. Outrora batíamos bola no meio da rua e vez por outra éramos interrompidos por um caminhão de cana, um Fusca ou uma Variante. Hoje em dia há mais automóveis do que pedestres, dependendo do momento e das festividades.

Por falar em festividades... O PARQUE CHEGOU! E o Patinho não vem. Sabe por quê? Por que ele vai cag... a rua todinha. Para quem não gosta de brinquedos que girem tem a barcaça. E as crianças pequenas podem ir na cadeirinha. Às vezes faltava água. Mas chegava logo. A energia farrapava mais! Até a construção da subestação todo mundo sempre usava o candeeiro ou lampião. Seu Márcio, Seu Zé Calixto, Seu Joaquim e Lula não eram tão incomodados, xingados, esculhambados, maltratados, humilhados ou quase assassinados.

Vicência não é mais aquela. Cresceu para os lados, para cima e também para baixo (Há cabos de fibra ótica nos subterrâneos da cidade!). Com o crescimento e desenvolvimento vêm também os problemas. Ruas, loteamentos, vilas e diversas comunidades foram surgindo. Turiassu não se resume só à casa de Seu Zé Verdureiro. O Alto da Foice tem não sei quantos mil moradores. Murupé está quase chegando a Poço Comprido; Sítio Novo emendou com Borracha; O Alto do Barreiro em Angélicas virou loteamento e até Trigueiros cresceu para os lados.Enfim, muita gente e pouca água.

Por mais que se diga que Vicência tem água à vontade, isso é só uma meia verdade. Pode até ter, porém deve estar no subterrâneo ou nas propriedades particulares. Tem muita água mas também tem muita gente. A crise hídrica é mundial. Só 3% da água do globo é potável. Quando surgiu a notícia que iria ser construída uma barragem no Rio Sirigi, a grita foi geral. A população entrou em polvorosa e começou o cospe-cospe (eca!). Depois do empreendimento pronto, todos querem usufruir das águas "poluídas" do Siriji. Se for o caso deflagra-se até uma guerra contra Surubim, João Alfredo e adjacências para não dividir o líquido precioso.

A questão do abastecimento de água passa também pela consciência das pessoas. Como diz o outro "um ponto vista é a vista de um ponto". Aparar a água do banho para colocar na privada pode ter duas vertentes. Uns acham que é água cheirosa, de sabonete e coisa e tal, já outros jamais usariam por se tratar de água de rabo.

Os dois outros assuntos estão interligados. O trânsito tem tudo a ver com o parque. Aliás, Vicência e Nazaré da Mata têm uma coisa em comum: um parque de eventos que não serve pra nada. Todo ano é mesma ladainha: o parque não pode ficar mais no centro da cidade. Faz 300 anos que se prega isto e não apareceu um corajoso, ou corajosa, que tome as providências. Todo mundo reclama. Pedestres, condutores de veículos, comerciantes, ciclistas, cavaleiros, gatos, cachorros e etc.. Os brinquedos não são mais os mesmos. A Roda não vem mas o bate-bate ocupa um espaço da mulesta dos cachorro. O tunder também leva uns 20 metros de rua e por aí vai. Carros, motos, bicicletas, carros de mão, transeuntes, cachorros, abacaxis, inhames, tomates e outras coisas circulam (ou tentam circular) no percurso entre o início da Rua Oliveira Estelita e o final da Vigário Rego (Praça da Bíblia e pátio da Matriz).

Verdade seja dita: será que se fizer uma pesquisa, enquete, seja lá o que for a população será a favor da mudança do parque para o inativo Parque de Eventos? Acredito que a resistência será grande. Quer queira quer não a cidade fica mais movimentada. O mínimo que poderia ser feito era desobstruir as calçadas. Embora o período seja curto,vale a pena passar pelos transtornos? Como disse o padre Josevaldo uma vez, "costume de dá e se tira". 

A cidade não se resume mais ao rancho de Dona Vicência e a capela de Sant'Anna. Já que estamos vivendo Tempos Modernos, no mínimo deveria haver uma pesquisa com comerciantes e população sobre a retirada ou não do parque do centro da cidade no mês de dezembro.

Se os tempos mudaram e estamos em plena modernidade, paradoxalmente estamos mantendo alguns costumes de 60 anos atrás...

Samuel Cazumbá

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