quarta-feira, 29 de novembro de 2017

FAMÍLIA CAZUMBÁ EM PERNAMBUCO SE REÚNE PARA O 1º ENCONTRO DE GERAÇÕES.

SOBRENOME DIFERENTE E MUITA HISTÓRIA PARA CONTAR.

Fotos: Vicencianet (Divulgação)

Provavelmente de origem africana, o nome Cazumbá, adveio dos escravos que trabalharam no território brasileiro. Quase que a totalidade dos negros adotaram sobrenomes "emprestados" a partir da mestiçagem do povo. O fato de até hoje existirem vários Cazumbás espalhados pelo Brasil despertou o interesse do Professor-Doutor José Bento Rosa da Silva, da Universidade Federal Rural de Pernambuco, que desde 2015 pesquisa o sobrenome e esteve presente no primeiro encontro promovido pelos integrantes do Clã em Pernambuco.

Originalmente o termo Cazumbá é escrito com K, que significa "filho", seguida da palavra "zumba"(Uma entidade dos cultos africanos), Kzumbá = Filho de Zumba. É um nome comum em países como Angola, Congo e Moçambique. No Brasil o os integrantes são maioria no Recôncavo Baiano, no Mato Grosso e em Pernambuco. Também há registro de descendentes na Região Norte e no Sul.


O Professor Bento notou algumas coincidências no grupo, como o fato de sempre haver uma casa de um patriarca da família que serve de base para os encontros. Nela são realizados os eventos do Clã, desde festividades a funerais. Outra característica é o orgulho de possuir um sobrenome diferente e repassá-lo para os seus descendentes.

No último domingo (26) parte dos Cazumbás pernambucanos se reuniu na Casa de Vó, na Rua Conselheiro João Alfredo, reduto dos Cazumbás vicencianos. A casa ainda mantém sua característica original, com o piso de cimento queimado, duas janelas e a porta de madeira de fachada. A residência funcionava como salão de festas nos anos 70/80 e todos se reuniam em torno do Vô Ernesto para ouvirem os contos e estórias de assombração. As pessoas falecidas tiveram o velório na sala da casa e diversos integrantes já manifestaram o desejo de quando "fecharem os olhos" serem trazidos para o  mesmo local.


Em uma busca rápida nos antepassados a família chegou a conclusão que o integrante mais velho que se teve notícia foi uma irmã de Ernesto Cazumbá que nasceu em 1898. O encontro contou com a presença de Cazumbás de Vicência, Angélicas, Buenos Aires, Goiana, Paulista, Camaragibe, Olinda e Recife.

Curiosidade: O encontro foi definido durante o sepultamento de um integrante da família, o senhor João Cazumbá, no cemitério de Santo Amaro, em Recife.

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