terça-feira, 3 de janeiro de 2017

OS TESOUROS PERDIDOS DE VICÊNCIA (PARTE II)

AS BOTIJAS.

Por José Edinilson (Nilsinho)  
                                                                                                                         
Graças ao hábito antigo de enterrar dinheiro por medida de segurança, muitos foram encontrados e hoje estão nas mãos de colecionadores. Existem muitas histórias sobre as chamadas botijas, e que um fantasma avisa a alguém onde a mesma se encontra enterrada. Verdade ou não sobre estas histórias que inclui fantasmas, sabemos na verdade, que em muitos casos, o dono do dinheiro enterrado morria antes de informar a seus herdeiros o local onde o mesmo estava escondido. Assim, muitos ficaram perdidos. 

Nos anos de 1960 aqui em Vicência, o trabalhador rural e sanfoneiro Manoel Augusto, quando largava do serviço no Engenho Sambacuim, muitas vezes quase à noite, vinha por uma estreita estrada nos canaviais que cortava o lugar nas mediações onde hoje se encontram o Jacozão e a Cooindústria. Dizia Seu Manoel Augusto, que algumas vezes lhe aparecia um homem com farda de marinheiro e depois desaparecia. Seu Manoel se assustava e contou o ocorrido aos familiares da suposta visagem (por aqui chamam fantasma de visagem) que poderia estar informando sobre alguma botija enterrada. O Senhor Nicanor Martins da Silveira, esposo de Dona Emília (neta ou bisneta do suposto fantasma), ria e não acreditava na história sobre o tal fantasma e a botija. Poucos anos depois, um trator estava arando a terra nas proximidades do Jacosão e da Cooindústria, quando o arado quebrou um pote de cerâmica que estava enterrado. Os trabalhadores quando viram, “caíram em cima”, onde encontraram várias moedas de ouro e uma tesoura que também era de ouro. 

O que se sabe, é que essas terras pertenceram ao Engenho Tejo (extinto), cujo proprietário chamava-se Francisco Gonçalves da Costa Pinto (Francisco Pintor). Se não foi ele quem enterrou o tal tesouro, provavelmente foi o seu pai. Não se sabe porem, quem foi dos dois, o marinheiro que veio para o Brasil na esquadra com o rei de Portugal  D. João VI em 1808, que posteriormente veio para Vicência e construiu o Engenho Tejo: Francisco Pintor ou o seu pai. Em 1884, Vicência foi notícia no Diário de Pernambuco, que falava no novo maquinário do Engenho Tejo, desenvolvido pelo próprio proprietário, conhecido por Francisco Pintor. E para quem acredita em fantasmas: seria ele ou o seu pai o fantasma que aparecia?  

Certa vez, por volta de 1980 quando fui com um amigo  ao Sítio Maltêz, vi dois trabalhadores rurais cavando um buraco à procura de uma suposta botija, mas não tiveram sucesso. Por volta de 1997, o então adolescente de uns 15 anos Alexandre Ribeiro de Albuquerque – hoje artesão e operador de máquinas -, encontrou uma botija no Engenho Ribeira, também em Vicência; sendo esta de menor valor que a mencionada anteriormente. Posteriormente, Alexandre foi vendendo as moedas. Obs.: As imagens apresentadas foram extraídas da internet.


Os maiores tesouros e mais importantes que Vicência perdeu e continua perdendo, será abordado na terceira e última parte de OS TESOUROS PERDIDOS DE VICÊNCIA.

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