sábado, 15 de outubro de 2016

DE MESTRE PRA MESTRE. (Publicação simultânea com o Facebook)

"UM PROFESSOR MEDÍOCRE CONTA. UM PROFESSOR RAZOÁVEL EXPLICA. UM BOM PROFESSOR DEMONSTRA. UM GRANDE PROFESSOR INSPIRA." (Arthur Ward)

Reconhecimento é tudo. Não faz muito tempo, mas foi no século passado. Olhando direitinho até que não somos, nem estamos velhos. Aliás, nunca seremos velhos. Pesquisas comprovam que quanto mais usamos a mente, mais rejuvenescemos. 

Há alguns anos escolho um professor (que um dia pude chamar de "meu") para homenagear. Este ano escolhi Sílvio Moura. Nem me lembro mais qual a matéria que ele ensinou no curso de Contabilidade no CERu. nos anos 80. Acho que era Direitos Humanos, sei lá. Eu estava terminando e ele iniciando. A única coisa que tenho certeza (acho) é que ele lecionava Matemática em outras turmas. Por um tempo ocupou uma Cadeira na Casa Mário Ramos de Andrade Lima, isso mesmo, foi vereador e também diretor da Escola Dr. Joaquim Correia.

Uma cena muito forte ficou gravada em minha mente em relação a Sílvio. Acho que ele não lembra. Uma noite eu estava dando aula no CERu. (eita, eu já ensinava também) e um aluno me pediu para sair dizendo que havia acontecido algo de grave na família dele. Achava que era coisas de aluno e quase que não o deixo ir. Mas mesmo assim deixei, esperando que fosse apenas uma desculpa para matar a aula. Logo ficamos sabendo que uma funcionária da escola, que havia sido minha professora da terceira série, no Juvenato Padre Guedes, acabara de ser assassinada. Ao chegar na secretaria da escola, a primeira pessoa que encontrei aos prantos foi o professor Sílvio. Ele lamentava junto aos demais funcionários a morte prematura e brutal de Dona Lia Albertins, cruelmente assassinada por seu companheiro.

Outro fato constrangedor (para mim!) foi no final do ano de 1987. Quarta unidade, eu, passado em todas as matérias... ou quase. Faltava um ponto para passar na matéria dele (Dá a bixiga e eu não me lembro qual era!) e os colegas tiveram que apelar para que eu pudesse merecer o tal ponto. Ufa! Me formei. Fui até o orador da turma.

O tempo passou e aqui estamos nós. Vivendo e convivendo todas as experiências possíveis e imagináveis. O ex-aluno se tornou professor e não apenas isto, se tornou cidadão de bem e cidadão do bem.

Você, PROFESSOR SÍLVIO, contribuiu para a minha formação, assim como tantos outros e outras.

Dizer obrigado é muito pouco.

É pouco dizer muito obrigado.

É obrigado dizer... Muito.

Obrigado.

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