domingo, 7 de agosto de 2016

VICÊNCIA, ELEIÇÕES 2016: FATOS, VERSÕES E ALGO MAIS.

A OMBRIDADE DE RECUAR NA HORA CERTA

Por Samuel Cazumbá
Fotos: Divulgação

Nada é mais vulnerável do que a dinâmica política. E quando se trata da política de interior, a disputa se torna ainda mais acirrada. Fatos inéditos têm acontecido neste período pré-eleitoral em Vicência. Um deles é a retirada de uma chapa já definida e o apoio a outro grupo (Em 1987 o então candidato Paulo Tadeu, na época filiado ao PDT, abdicou da candidatura, todavia no decorrer da campanha).

O Próprio prefeito Paulo Tadeu afirma que “a política é como uma Roda Gigante”. Há um entendimento dúbio na afirmação do gestor. Primeiro há momentos nos quais os parlamentares estão por cima e, em um único giro, veem-se no último estágio, com os pés muito próximos do chão. Em segundo lugar, as pessoas podem subir acompanhadas por um amigo e descer abraçados a um adversário.

A socialista Tita Jerônimo é a personificação da experiência no âmbito político. Veio de origem humilde, como faz questão de mencionar, quando é convidada para falar sobre suas raízes. O apanhar capim e a lata d’água na cabeça não foram empecilhos para alcançar os seus ideais. Começou a lecionar muito jovem e assumiu a Secretaria de Educação entre 1988 e 1991, durante a gestão do então prefeito Mário Ramos. Um câncer a fez repensar sobre a vida, afirma ela. Humanizou-se mais e passou a se sentir útil para a família, a escola e a sociedade.

Dona Tita, como é conhecida na cidade, foi peça fundamental para a eleição e reeleição do prefeito Paulo Tadeu. Foi à luta como poucos e conseguiu os louros da vitória. Também auxiliou na campanha e administração do ex-prefeito Zezinho Tinin (2005-2008).

Secretariando a pasta da Assistência Social no atual governo, talvez nunca tivesse passado pela sua cabeça, ser lançada como pré-candidata à prefeita do município. Não passou, até determinado momento. Porque várias vezes o gestor deixou claro quem seria sua pretensa sucessora. O fato é que Dr. Paulo disse ter feito uma enquete na qual colocou vários nomes para que a população indicasse quem deveria ocupar o seu lugar. No final sobraram apenas ela, o vereador Bidoga e o jovem advogado Carlos Wilson. Enfim, o prefeito reuniu a imprensa local e anunciou Tita Jerônimo como pré-candidata e em seguida, Carlos Wilson, vice.

Homônimo de um influente político pernambucano, Carlos Wilson tem correndo nas veias o sangue da política. Neto do ex-vice-prefeito e ex-vereador Luiz Carlos Vieira de Vasconcelos, o mais novo integrante do PTB, iniciou sua carreira política ainda na adolescência, durante o Ensino Médio. Sempre se mostrou interessado pelas conversas que envolvessem os personagens políticos e suas peripécias.

Wilson foi candidato a vereador em 2008 e, por cinco votos, não ocupou uma cadeira na Casa Mário Ramos de Andrade Lima. Em 2010, juntamente com o vereador Jânio, conseguiu uma votação extraordinária para Cássia do Moinho, candidata a deputada estadual, naquele ano. Carlos Wilson não saiu da cena política. Integrou-se ao grupo do prefeito Paulo Tadeu e passou a acompanhá-lo nos eventos, conseguindo assim certo destaque.

Com a juventude jogando a seu favor, Carlos Wilson pode ter um futuro promissor e por em prática um desejo seu revelado a este blogueiro, em um encontro casual na esquina da Rua Oliveira Estelita. Naquela ocasião, recém-saído do Ensino Médio e ingressando na Universidade de Direito, nos confidenciava que “estava partindo, mas após concluir os estudos voltaria para ser prefeito de Vicência.” Pode-se dizer que a previsão bateu na trave nas eleições deste ano.

A chapa dos sonhos do prefeito Paulo Tadeu acabou sendo sufocada por uma série de fatores internos e externos, restando apenas a união com o grupo político liderado pelo vice-prefeito, Dija (PSD). Foi um acontecimento que parou a cidade. Uma das mais demoradas articulações políticas da história, com direito até ao adiamento da convenção do PSB.


Finalmente, entre mortos e feridos, salvaram-se todos. Se hoje foi necessário, não dar um passo atrás, mas ceder a uma realidade pré-anunciada, o amanhã poderá ser mais promissor para ambas as partes. Talvez a variação de um texto bíblico se adeque à dupla, tema deste artigo, na qual, não seriam os humilhados, mas sim os humildes que serão exaltados...

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