sexta-feira, 10 de junho de 2016

NAMORADOS: A (DIFÍCIL) MISSÃO DE SE MANTER APAIXONADO.

O TEMPO PODE ESFRIAR A PAIXÃO E ASSASSINAR O AMOR.

Por Samuel Cazumbá
Foto: Arquivo pessoal

"O tempo passou mas você continua ainda, assim como a linda menina que um dia eu tirei pra dançar...". O trecho da música que abre esta postagem, de autoria de Renato Barros, infelizmente é a realidade de poucos. Conta-se a dedo os casais que, após 10, 20, 30, 40 anos de casados andam de mãos dadas, passeiam juntos pela rua, tomam sorvete num banco de praça ou simplesmente param para curtirem (juntos) o pôr-do-sol. Ações como as citadas anteriormente ficaram restritas ao passado e se perderam "nas dobras da cueca do tempo".

Na adolescência é fácil se apaixonar. É normal. Anormal é não sentir esse sentimento único que nos faz distinguir uma dentre as mais de 6 bilhões de pessoas do planeta. Fica-se cego, surdo, mudo e doido. Meninos e meninas, na transição entre a fase pueril e a adulta podem e devem ser contaminados com o vírus da paixão. O fato é que as juras de amor são mútuas. Enamorados, os moços iniciam relacionamentos que, à primeira vista, assemelha-se  a um conto shakespeariano. Os casais não conseguem se desgrudar. Fazem de tudo e mais um pouco para estarem sempre juntos. Enfrentam até a família e muitas vezes a trocam por um amor (quase) proibido, ou não.

Aí o tempo vai ensinando que não é bem assim. Haverá momentos nos quais a fantasia dará lugar à realidade e a mesma pode ser dura e triste. Neste momento, é necessário que o namoro de outrora esteja plantado em terreno fértil, senão os espinhos da vida sufocarão a paixão e esfriarão o amor. Sim, o amor pode esfriar. A própria Bíblia faz menção a isso. É preciso alguns cuidados para um continuar vendo no outro a razão da sua vida (afinal é assim que se consideram com dois ou três meses de namoro!).

As mulheres (salvo raríssimas exceções) são dotadas de uma particularidade e muitos segredos. Os segredos cabem aos homens desvendá-los ao longo do tempo... mas a particularidade é que elas serão sempre ETERNAS APAIXONADAS. Por isso seria interessante que o lado masculino tivesse o mínimo de maturidade na hora de escolher o seu par. Lembre-se que uma moça de doze anos toma conta de uma casa, já um rapaz de dezoito... Mulher (salvo raríssimas exceções) gosta de receber flores, bombons, jóias (bijus, mesmo) e sapatos, no campo material. Já no emocional elas sempre querem um mínimo de atenção. Podem até dispensar, ou não, os presentes anteriores se o amado se lembrar da data do seu aniversário (fato bastante comum nos primeiros anos de namoro).

Atrevo-me até a dizer que as mulheres são mais emocionais do que racionais (em alguns momentos, obviamente). Talvez por isso, muitas vezes se deixam levar por amores bandidos e relacionamentos que acabam em tragédias. Esta emoção que envolve o ser feminino pode e deve ser compartilhada desde a mais tenra idade. A mocinha apaixonada de hoje pode (e deve) se manter assim 20, 30, 40, 50 ou mais anos à frente. Estas guerreiras têm a capacidade de amar distintamente, ou seja, família, parentes, amigos, gatos, cachorros, coelhos, tartarugas e ursos (de pelúcia).

As namoradas, mesmo aquelas que já estão com os cabelos pintados pelo passar desenfreado dos anos, querem continuar apaixonadas a cada dia. E, certamente, por aquele que deve ser seu eterno namorado. Elas querem receber um presente por mais simples que seja: uma flor roubada, um Sonho de Valsa, um bilhete, um bom-dia ao acordar ou um beijo ao sair. Todas desejam que eles se lembrem do dia em que iniciaram o relacionamento, a data do aniversário, do noivado, do casamento e do nascimento dos filhos.

As nossas companheiras querem compreensão. Elas têm coisas que os homens não têm: paciência, filhos e menstruação. Mesmo sufocadas pelo cotidiano, tendo que cuidar de casa, trabalho, família e até de amigas desesperadas, com certeza encontrarão tempo para dedicar ao seu amado. Contanto que o mesmo faça valer a pena a namorada que tem. O problema é que na maioria das vezes o barco é remado só de um lado. Nem anda nem sai do lugar. Não há ajuda, não há apoio, não há cumplicidade em muitos momentos. E o fogo vai se apagando, a brasa vai esfriando e restarão apenas as cinzas que serão levadas pelo vento da insanidade, deixando apenas o rastro do que fora uma grande paixão.

Poderia até descrever o ser masculino, porém não sei se somos merecedores. A vida é mais dura com os homens. O próprio Deus nos determinou termos os nossos pés furados pelos cardos do campo e sobrevivermos do suor do rosto. Não se pode esperar romantismo de um sujeito com a pele queimada pelo sol do meio-dia; com as mãos encaliçadas pelo trabalho com uma enxada; com a cabeça dolorida por passar dez horas por dia carregando sacos de açúcar. Os homens são visão. Os olhos brilham e o pescoço vira à simples visão do sexo oposto. Infelizmente nem todos tiveram o privilégio de ter tempo para se preocuparem com certas "besteiras". Ops, disse que não iria falar sobre os homens!

Em mais um Dia dos Namorados os motéis estarão lotados, os restaurantes e as pizzarias receberão casais de todas as idades e presentes serão trocados. O importante é manter o relacionamento firme e constante. Cada um dos dois sabe em que deve melhorar. Um pouco de romantismo não faz mal a ninguém. Até os irracionais gostam de carinho. 

Homens, lembrem-se que muitas vezes as mulheres preferem um bolo de chocolate a estarem com vocês. Mulheres, continuem sempre românticas, apaixonadas e dando amor mesmo sem receber nada em troca. O fato é que as decisões já foram tomadas e, se algo deu errado, o ideal seria um suportar o outro, o problema é que muitos príncipes viraram sapos (embora algumas princesas tenham virado pererecas).

Encerro com a outra parte da música de Renato: "...e que seja assim, pra sempre o amor que uniu você a mim. E ao som dessa música antiga a gente prossiga vivendo esse amor sem fim..."

HAPPY VALENTINE'S DAY!






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