sexta-feira, 23 de outubro de 2015

ELEIÇÕES 2016 EM VICÊNCIA: TIME DOIS: A OPOSIÇÃO (?)

HÁ MENOS DE UM ANO DAS ELEIÇÕES OPOSIÇÃO VICENCIANA TAMBÉM NÃO TEM CANDIDATO CERTO.

Um candidato de oposição deve começar a pré-campanha, ou melhor campanha mesmo (vamos deixar de mimimi), ao final de um pleito no qual saia derrotado. É hora de chorar a derrota, curtir a ressaca e as chafurdações advindas da mesma, avaliar o que deu errado e poderia ter dado certo, sacudir poeira e dar a volta por cima.

Na recente história política de Vicência recordo-me apenas de um candidato que fez isso: o senhor José Rufino da Silva, Seu Zezinho Tinin. Ao perder as eleições em 2000 para a prefeita Doutora Eva por pouco mais de 900 votos, o então presidente da Câmara vislumbrou que poderia ter uma nova chance quatro anos mais tarde. Assim, há poucas horas do final daquele ano, colocou um carro de som nas ruas desejando um Feliz Ano Novo aos eleitores vicencianos. Terminou o mandato de vereador, conseguiu eleger o filho (Jó Tinin), formou uma base sólida e, quatro anos mais tarde, derrotou dois candidatos: o atual prefeito Paulo Tadeu e a ex-vereadora Telma Ataíde.

O atual cenário oposicionista vicenciano beneficia o atual governo. A história mostra que todas as vezes que um grupo de oposição se dividiu não logrou êxito. Que o digam os remanescentes do PMDB 1 e PMDB 2 nos anos 80, ou seja o próprio prefeito Paulo Tadeu, hoje no PSB, e o ex-vereador Francisco Ernesto (Mano de Arnor).

O fato é que a oposição de Vicência, pelo menos por enquanto, não está coesa. Até que tentaram um entrelaçamento, mas não deu. O ideal seria se tivessem feito uma prévia, mesmo com os pretendentes à vaga de prefeito sendo de partidos diferentes. Houve um ensaio de uma pseudounião mas falhou. O que se vê são três grupos oposicionistas quando todos sabem que só tem vaga pra um. Conclusão: dois deles terão que se juntar e continuar do lado de lá; ou desistir de tudo, mudar o discurso e vir pro lado de cá.

O único grupo que não juntar-se-á a nenhum outro é o grupo do PSOL. Segundo os próprios integrantes o prego já está batido e a ponta mais que virada.

JOSÉ ADJAÍLSON (DIJA): Fez sua própria pré-campanha. Passou quase um ano apelando para ser o candidato do prefeito. A lógica pediria isso. Nas andanças pelas comunidades e inaugurações da prefeitura o comerciante já se apresentava como futuro candidato do PSB na cabeça da chapa majoritária. O atual vice-prefeito queria ter luz própria e provar que poderia alçar voos maiores. Acabou sendo preterido pelo prefeito Paulo Tadeu e se viu obrigado a romper com o grupo que vinha acompanhando há mais de dez anos.

Dija mudou de partido e migrou para o grupo do ex-prefeito Mário Ramos no qual também estão inclusos os vereadores Romeu Ataíde (PT) e Jânio Batista (PV) e Tota de Murupé (PCdoB). O vice-prefeito conta também com o apoio do PCdoB, partido que cogita a filiação de Mário Ramos aos seus quadros. Adjaílson se filiou ao PSD e tenta impulsionar sua pré-candidatura. Pelo menos ele já começa com um trunfo: nunca perdeu uma eleição municipal. 

Renegado com o grupo político pelo próprio Mário Ramos em 2004, Dija levou o PV para o lado do então candidato Zezinho Tinin e entrou como vice na chapa encabeçada pelo borrachense. Desligou-se do governo dois anos depois e apoiou a candidatura de Dr. Paulo em 2008. Após a vitória do socialista ocupou o cargo de ouvidor do município. Com a desistência do senhor João Correia se viu condicionado a sair mais uma vez como vice, sagrando-se vitorioso no pleito de 2012.

Para que a candidatura do agora membro do PSD decole será preciso colocar muito combustível (sem trocadilho). De acordo com informações de alguns passarinhos as pesquisas internas não beneficiam o atual vice-prefeito e ele teria que se contentar em dar apoio a uma outra candidatura ou se contentar em ser vice (de novo!) em alguma chapa a qual tivesse certeza absoluta que seria vencedora.

Pelo menos por enquanto ele está muito bem de apoio, tem ao seu lado dois grandes puxadores de votos, o ex-prefeito Mário Ramos e o vereador Romeu, além do pessoal do PCdoB e o vereador Jânio. Mas daí para encabeçar uma chapa majoritária há um buraco negro que precisa ser ultrapassado.

JOSÉ GUILHERME (GUIGA): Este tem raízes políticas. Seu pai, Dr. Guilherme, foi vice-prefeito por duas legislaturas seguidas; seu avô, Benedito Nunes, foi vereador três vezes e o seu tio (Mano) uma. Em 2003 lançou o nome não sei a quê em um bloco de Carnaval. Não deu certo. Estudou, se formou e hoje ocupa um cargo de destaque no Governo Federal. Já está com a campanha na rua há muito tempo. Montou um grupo de jovens e conta com o apoio do deputado Antônio Moraes. Por enquanto nenhum vereador decidiu apoiar o novel pré-candidato.

Bom, se há um desejo de renovação na política de Vicência, o agora tucano poderia até aproveitar, no entanto precisaria de uma base mais sólida. Esta base só seria concretizada se o "Filho de Dr. Guilherme", como faz questão de se apresentar, conseguisse a adesão de alguns veteranos da política vicenciana. Se quiser levar sua candidatura adiante terá de fazer conchavos, acordos e conseguir puxadores de voto de peso.

Por enquanto Guiga se apoia no conhecimento do seu pai, Dr. Guilherme, para tentar fazer sua pré-candidatura conhecida. Principalmente nos distritos e povoações rurais. Ele e o grupo tem se empenhado ao máximo para aparecer em todos os eventos do e no município, de Jogo de Bozó a Desfile de 7 de Setembro fora de época.

Vale lembrar que em 2006 a Família Guiga foi um dos poucos gatos pingados que desfilou pra cima e pra baixo com um certo candidato a governador que tinha 6% nas pesquisas: Eduardo Campos. Campos foi para o segundo turno e derrotou o candidato governista Mendonça Filho por uma diferença de mais de um milhão de votos. Esse fato nos coloca diante de uma eventual possibilidade (remota ou não) de uma junção do grupo de Guiga com o prefeito Paulo Tadeu. Há uma aproximação de alguns integrantes da família de Guilherme Filho com muitos socialistas recifenses, incluindo a família Campos. O prefeito Paulo Tadeu detém o comando do partido em Vicência e também tem influência no quadro socialista pernambucano. Junte-se a isso o PSDB. Em Pernambuco o partido funciona como o PMDB nacional: sempre está em evidência ocorra o que ocorrer.

Caso se concretize o fato acima não seria de admirar. Já falamos aqui no blog que Guilherminho seria um ótimo vice com um futuro garantido em 2020. Poderia formar uma chapa muito forte se a candidata da situação fosse a secretária Tita Jerônimo. Talvez alguém esteja esperando o momento certo para fazer o convite. Bastaria a identificação de um crescimento considerável nas pesquisas.

O próprio Guiga sabe que a situação acima não deve ser desprezada. A ordem para uma provável junção poderia vir de cima e em política nada, mas nada mesmo, é impossível. Assim sendo o grupo do prefeito Paulo Tadeu ficaria mais à vontade para enfrentar alguns desertores. 

Caso isso não venha a acontecer o convite para compor a chapa governista poderia ir para alguém ligado ao vice-prefeito Dija, o que o obrigaria a apoiar o grupo de Guiga se não quisesse voltar ao antigo lar.

Não seria coisa do outro mundo se o(a) convidado(a) para compor a chapa socialista em Vicência fosse até........

PROFESSORA CEÇA  (Da Castanha): Esta candidatura tomou o lugar de Guiga. Explico. Em conversa reservada com o tucano ele informou que se apresentaria como uma "terceira via". Vicência não comporta três candidaturas a prefeito. A não ser que uma delas funcione como opção para quem não quer votar nas outras duas e não quer anular o voto ou votar em branco.

O PSOL quer colocar candidatos e candidatas em todas as cidades do estado e está conclamando seus filiados a irem à luta. O partido é o PT do passado (e tomara que continue sendo!) e surge como novidade na cidade. Foi uma pré-candidatura que pegou muita gente de surpresa no município. Até hoje quando se fala na candidata as pessoas perguntam de quem se trata.

A professora Ceça fez muito barulho na época que comandou o Sindicato dos Professores. Foi uma época de muitas lutas, batalhas e revoluções. Muitas conquistas de hoje tiveram início nas greves e passeatas de outrora.

O que se comenta é que o grupo não abre nem para um trem carregado de dinamite com 50 doidos fumando em cima. A equipe já demonstra desenvoltura e participa de eventos na cidade e nos distritos. Se a candidatura vingar é uma opção para não se votar em branco ou nulo.

Das últimas vezes que Vicência teve três candidatos a prefeito o terceiro colocado ficou com uma votação esdrúxula: a ex-vereadora Telma computou menos de 300 votos e o então prefeito Zezinho Tinin amargou uma votação de vereador, pouco mais de 2.500 votos.

SEMPRE CABE MAIS UM QUANDO SE USA...: A corrida está aberta. O fato é que estamos em fase de transição. Os candidatos tradicionais estão enfadados ou dizem não quererem mais entrar na disputa (eita mentir...). 

Há muitas pessoas que poderiam disputar a posição de prefeito na cidade, mas ou se perderam pelo meio do caminho ou nunca se acharam.

Há vagas para eventuais novidades e dentre elas poderíamos citar:

O atual presidente da Câmara Romeu Ataíde.
O ex-prefeito Mário Ramos.
A ex-prefeita Drª Eva.
O atual secretário de Turismo Marcelo Moraes.
O ex-vice prefeito João Correia.
O vereador Josenildo Amorim.
O ex-vereador Moisés Dionísio.
O ex-diretor do CERu. Luiz Carlos Vieira de Vasconcelos.

Só uma certeza absoluta: NÃO HÁ VAGAS PARA FORASTEIROS!

PRÓXIMA MATÉRIA: 
EVENTUAIS CANDIDATOS AO LEGISLATIVO FACILITAM A VIDA DOS ATUAIS VEREADORES. 
ATÉ LÁ!



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