quarta-feira, 16 de setembro de 2015

PREFEITURA MUNICIPAL DE VICÊNCIA: 2016, TIME 1.

PERÍODO DE INCERTEZAS E INDECISÕES MARCA O NOVO PLEITO MUNICIPAL EM VICÊNCIA. NEM OS PRÓPRIOS PRÉ-CANDIDATOS SABEM SE DISPUTARÃO A ELEIÇÃO OU NÃO.

Algo inusitado está acontecendo na política vicenciana: há vários bons candidatos a vice-prefeito e uma dúvida cruel sobre quem será o futuro administrador da cidade. Nem as conversas dão pistas necessárias para se desvendar o mistério.

Mesmo assim, o VICENCIANET faz uma análise da atual conjuntura política municipal, tendo em vista o número de pretensos candidatos que almejam (ou não) se sentarem na cadeira que hoje é ocupada pelo prefeito Paulo Tadeu (PSB). Inicialmente analisaremos o quadro dos pretensos pré-candidatos da situação. Na próxima semana serão analisados aqueles que estão na oposição. Se der tempo...

A verdade é que o atual gestor larga na frente com uma boa vantagem sobre seus opositores. Embora não possa ser candidato. Pelo menos por enquanto, a vantagem é larga no que diz sentido à questão apoio externo. Por ser filiado e deter a presidência do PSB (Partido Socialista Brasileiro) tem, naturalmente, o suporte do governador Paulo Câmara e de toda a estrutura do Governo do Estado, o que dependendo do que ainda venha a acontecer pode ser bom ou ruim. Doutor Paulo transita com facilidade no Palácio da Princesas e tem um “aconchego” com toda a família Arraes incluindo os herdeiros do ex-governador Eduardo Campos. Além disso conseguiu apoios de importantes lideranças políticas estaduais seja da situação ou da oposição, como é o caso do deputado José Humberto (PTB). Os estaduais Aluísio Lessa (PSB), Manoel Botafogo (PDT) e Henrique Queiroz (PR) e o federal Marinaldo Rosendo (PSB) completam o “time” do prefeito.

Porém o gestor tem “escondido o jogo” e ainda não revelou a ninguém os resultados de pesquisas que diz ter mandado fazer sobre sua sucessão. Especula-se que o líder socialista vicenciano esteja com a tendência de lançar a candidatura da Secretária de Assistência Social, Tita Jerônimo como sua eventual sucessora. A depender dos apoios recebidos e declarados escancaradamente pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais e alguns partidos, a campanha dela já estaria nas ruas.

Dos pretensos pré-candidatos da situação, Dona Tita, como é conhecida, leva vantagem sobre os outros dois nomes lançados oficialmente pelo próprio Paulo Tadeu: o assessor jurídico Carlos Wilson, filiado ao PSB, e o vereador Bidoga (PMDB). A secretária pode ser a segunda mulher a administrar o município em 87 de
história (a primeira foi a ex-prefeita Eva Maria que geriu a cidade entre 1997 e 2004. A ex-vereadora Telma Ataíde concorreu ao cargo em 2004 mas não logrou êxito). Tem a seu favor a longa experiência em lidar com o público. Foi Secretária de Educação no governo Mário Ramos (1989-1992), professora da Rede Estadual e municipal, participante ativa de vários projetos da Igreja Católica, trabalhou ativamente para as eleições do ex-prefeito Zezinho Tinin e do atual prefeito Paulo Tadeu e ocupa uma secretaria na qual lida diretamente com a maioria do povo da cidade e dos distritos. Também é funcionária aposentada do município.

No início Tita Jerônimo declinava seu nome caso fosse convocada para disputar o pleito, porém com o passar do tempo (e pouco tempo) aprendeu a se acostumar com o chamado popular e as “andanças” ao lado do prefeito Paulo Tadeu se tornaram mais constantes. Seu desejo de concorrer ao cargo ficou claro em uma conversa reservada no período do Carnaval deste ano. Indagada pelo blog se “abriria” espaço para o vice-prefeito Dija, ela afirmou: “Não abro pra ninguém. O que tiver de ser, será”, enfatizou. Dona Tita é filiada ao PSB, o que facilita a tomada de decisão do prefeito a seu favor. Por enquanto o gestor não abre mão do seu/sua candidato/candidata ser do partido socialista, ou seja, tem de ser do 40.

Outro que não sai do pé do prefeito é o jovem advogado Carlos Wilson. Não é de hoje que CW tomou gosto pela política. O sangue partidário corre em suas veias desde sempre, vem de berço. Vários parentes do jovem jurista já ocuparam cargos públicos na cidade de Machados e o seu avô, Luiz Carlos Vieira de Vasconcelos, foi vereador e vice-prefeito de Vicência. Lá pelos idos de 2006 já despontava como bom orador. Foi o articulador para que houvesse um debate na Escola Dr. Joaquim Correia sobre o plebiscito do desarmamento, debate este que também foi ar na Rádio Vicência FM em horário nobre.

Naquela época tive a oportunidade de ouvir uma confissão do recém-formado Carlos Wilson. Recém saído do Ensino Médio e prestes a adentrar na Universidade, ele me segredou em uma encontro casual nas proximidades da Barraca de Doinha: “Eu vou ter que sair para estudar, mas voltarei um dia para ser prefeito de Vicência.” Tentou um mandato para vereador em 2008, entretanto teve de se conformar com a suplência. Por algum tempo fez oposição acirrada ao governo Paulo Tadeu ao lado do vereador Jânio Batista, tendo contribuído para a boa votação da candidata Cássia do Moinho, em 2010. Foi convidado a integrar a equipe da atual gestão e de lá não saiu mais. Chegou a ocupar o cargo de Secretário de Saúde, no qual não obteve êxito. Deixou a pasta na hora certa. Hoje, atua como assessor jurídico do município e foi fundamental como articulador político na campanha de reeleição de Dr. Paulo e no último pleito para governador, presidente, senador e deputados.

Carlos Wilson, junto com Guiga, seria um bom partido, já que alguns setores da população clamam por “novidades” e/ou renovação. O fato é que ambos dariam um excelente nome para vice se houvesse mais investimento externo. Se a escolhida pelo prefeito for a Secretária Tita Jerônimo, pode ser que seja convidado para compor a chapa (ou não). Caso não tenha a oportunidade agora, tem bastante tempo para se preparar melhor e ser o prefeito que comemorará o centenário da cidade. Quem viver verá, ou não.

O último a se declarar pré-candidato foi o vereador Bidoga. Bom, o prefeito deixou claro que o seu/sua candidato/a deve ser do 40! Pesa contra o peemedebista o fato de não pertencer ao quadro socialista. Bidoga se lançou candidato em 2012 mas declinou para se eleger como vereador. Foi o mais votado. Mais uma vez deve abdicar da candidatura. A conversa dele com o prefeito e o vice-governador Raul Henry deixa claro que seria uma boa opção no complemento da chapa, imitando o estado na dobradinha PSB/PMDB. Bidoga tem estrutura para ser lançado como vice. Hoje, se alguém for perguntar se ele aceitaria a proposta, a resposta seria um sonoro NÃO.

O fato é que, pelo menos por enquanto, nenhum dos pretensos candidatos da situação que aparecer. E se alguém perguntar qual será o candidato apoiado pelo atual prefeito Paulo Tadeu hoje, há uma ligeira vantagem para a secretária de Assistência Social Tita Jerônimo, mas, porém, todavia, contudo, entretanto e todas as conjunções alternativas possíveis; ainda é cedo para se ter uma certeza mais absoluta. Muitas águas vão rolar, muitas nuvens vão passar, muitas conversas vão surgir e “no balanço das horas tudo (ou nada) pode mudar”.


Até o impensável pode acontecer, inclusive...


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