segunda-feira, 24 de agosto de 2015

OS HOMENS TAMBÉM AMAM, BOLAS!

OS HOMENS TAMBÉM AMAM, BOLAS!

Por Samuel Cazumbá 
(Publicado em simultaneidade com o Facebook)

“Um dia você aprende que só porque alguém não a ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não a ame com tudo o que pode.  Pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isto.” (Shakespeare)

“Homem não chora.” Os quarentões (Quase cinquentões) de hoje cresceram ouvindo os próprios pais repetirem essa máxima. Acostumamo-nos a ver homem chorando só em novela e isso endureceu um pouco (ou um muito) a nossa cerviz. Traduzindo: o homem se tornou um tanto insensível e chato. Entretanto, de acordo com a bíblia, o livro sagrado dos cristãos, ele terá que deixar pai e mãe e se juntar a uma mulher, caso assim deseje.

A adolescência é igual para ambos. A fase da fantasia é espetacular. Uns aproveitam ao máximo, outros não. Dos dois lados. Meninos viram homens aos 15 e meninas viram mães aos 14. Os que seguem os trâmites normais da vida são influenciados por fatores externos e internos que definirão seu caráter e sua personalidade. Família, escola, igreja, sociedade, amigos, influenciarão positiva ou negativamente a vida do indivíduo.

Os filhos estão cada vez mais impacientes. Os pais, pais mesmos, e não pai e mãe, também têm o pavio cada vez mais curto. Adentramos no secular Conflito de Gerações, algo que sempre haverá a medida que os anos vão passando. Isto posto, esforçar-me-ei para defender a classe masculina, tão massacrada quando o tema é sentimentalismo. Mas não é bem assim!

Amamos, temos sentimentos, nos emocionamos, sentimos as nossas dores e a dos outros também. Entretanto, como afirmou o poeta inglês prefaciador deste artigo, talvez não consigamos demonstrar abertamente essas emoções. Ficamos como que abestalhados quando descobrimos que seremos pais e, principalmente, avôs. Bate um nervosismo, um tal de andar-de-um-lado-para-o-outro-sem-sair-do-lugar que não tem mais tamanho. Voltamos a ser crianças. E isto é extraordinário, pois os pequeninos transmitem paz. E é isto que todos desejam: “a paz das crianças dormindo”.

Se ainda não conseguiram desvendar a mente das mulheres, imagine a dos homens! Todos hão de concordar: amamos os filhos, as esposas, os netos, os passarinhos, os gatos e os cachorros. Depois de velhos nos tornamos chorões. Todo mundo tem um avô sentimental, que fica com os olhos marejados de lágrimas ao receber um abraço de uma neta; que chora copiosamente ao ver sua prole estragada pelo mundo; que morre para dar vida aos mais jovens.

Tomara que algum dia tenhamos o reconhecimento merecido. Principalmente dos filhos, filhas, netos, netas, bisnetos, bisnetas e afins. Até que nós, os homens, temos mudado nos últimos tempos. Tornamo-nos mais humanos, mais caseiros. Já não sentimos vergonha de lavar pratos, cuidar de criança, assistir novela, fazer coisas de mulher.

Compreensão, paciência e uma boa dose de respeito serão atributos necessários para, em um futuro próximo, haver uma troca de cuidados. Felizes aqueles que têm o prazer de acompanhar seus pais, avôs ou bisavôs até os últimos instantes neste mundo. Poder cuidar com carinho de quem sempre quis o nosso bem e levar para o resto da vida o exemplo, o legado e a sabedoria para enfrentar as intempéries cotidianas.

O apóstolo Paulo, escrevendo aos Efésios adverte: “Filhos, obedecei a vossos pais... para que te vá bem e seja de longa vida sobre a terra”. Invertendo e interpretando a frase teremos: Vocês querem viver bem e muito neste mundo? Amem, respeitem, obedeçam e cuidem daquele que sempre cuidou de você: seu pai, avô, tio, irmão mais velho, mais novo, amigo.

Pois é, os homens também amam. Bolas...




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