domingo, 10 de maio de 2015

HOMENAGEM ÀS MÃES (SEM CTRL+C/CTRL+V)

FUGINDO UM POUCO DA REGRA DO COPY&COLA SEGUE UMA MENSAGEM PARA MÃES E FILHOS

Por Samuel Cazumbá

O Dia das Mães é um tanto melodramático, emocionante, comercial e até divertido. Obviamente nossas genitoras merecem ser homenageadas não só nesta data específica, mas quando aniversariam, completam anos de casadas, quando se tornam avós e no dia-a-dia quando a respeitamos, a honramos e antes de dormir dizemos: "a bênção mamãe" (Quem ainda hoje faz essa coisa arcaica mesmo?).

Todos os anos nesta data volto meu olhar para os filhos. Não aqueles que estão ansiosos para entregar o presente que muitas vezes não servirá para elas e sim para a casa. Coloco-me no lugar dos menos aquinhoados, que mal têm o que comer ou vestir. O que se passa na cabeça de uma criança, adolescente ou jovem ao perceber que não existe a menor possibilidade financeira de acompanhar os apelos do comércio? Como um pai ou um irmão mais velho se sobressairá ao ser indagado pelo menorzinho sobre qual presente dará a sua mamãe?

Lembro-me da esperteza da minha mãe quando éramos pequenos. Assim como a maioria faz, ela colocava junto com a feira algo para a casa, mandava embrulhar em um papel de presente e combinava com a vizinha para no dia das mães nos chamar e pegar os embrulhos com ela para entregá-la (Ops, revelei um segredo!). Mulheres batalhadoras, únicas, inteligentes, economistas, donas-de-casa, mães.

Com o passar dos anos seu semblante vai caindo. Junto com o peso da idade, as preocupações que filhos e netos insistem em trazer para dentro do seu lar. Essa mulher, que hoje queria ter um pouco de paz e sossego, é obrigada a se transformar em super-tudo para ouvir confissões, perdoar, esconder defeitos, tomar partido, dar conselhos e acima de tudo amar incondicionalmente. Ah, as mães! Protetoras, amigas, defensoras, compassivas, humanas. Deixaram suas próprias existências para viverem a e na vida dos filhos. Brincam, sofrem, morrem e matam por eles.

Muitos hoje sentem a falta dela. Umas deixadas pela vida. Outras levadas pela morte. Filhos distantes em uma outra cidade, em um outro estado em uma outra nação... em um outro mundo. Filhos presentes e ausentes ao mesmo tempo. Rebeldes, desaforados, sem amor, sem alma... sem coração. Filhos e filhas que gritam, desafiam, desobedecem e até batem nas mães. Estes sentirão a sua falta quando seu corpo inerte repousar finalmente na terra fria.

Mas Dia das Mães é alegria. É presença. É presente. Presente vivo. Ao vivo. Melhor do que um presente de um filho é um filho está presente. Nos momentos mais simples ou complicados.

Dia das Mães sempre será festa. Café da manhã reforçado, pirão no almoço, muita gente à mesa, netos engatinhando pelo chão, pilhas de pratos sobre a pia, roupas espalhadas pela casa, bolo de chocolate, presentes em cima da cama, abraços, beijos, sorrisos, lágrimas, despedidas...

E até o ano que vem!

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