quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

ESTÁ FALTANDO UM PEDAÇO - Uma homenagem a Isaías Fernandes

Por Samuel Cazumbá

Estamos acostumados a, pouco a pouco, vermos pessoas bem mais velhas do nós partirem. São homens e mulheres que já eram adultos,quando éramos crianças. Seria o plano regular da vida: o segmento lógico para o fim de uma existência.

Nasceríamos, chorando, ao nos desprendermos do útero materno; cresceríamos, viveríamos nossa infância, nossa adolescência, nossa jovialidade, nossa maturidade, nossa velhice. Aí, lá pelos noventa e tantos anos, com as pernas enfraquecidas, o olhar turvo, o coração parando, daríamos adeus aos nossos ente queridos. Simples assim.

Já teríamos vivido e sobrevivido. Teríamos convivido com nossos amigos e conhecidos nossos amores inesquecíveis. Até que chegaríamos ao crepúsculo da vida. De longe assistiríamos partindo aqueles que chegaram primeiro: nossos bisavós, nossos avós, nossos pais e tantos outros conhecidos e desconhecidos. Este é o ciclo da vida. Que é uma só. Mas a morte também é só uma. E nos deixa um misto de tristeza e saudade.

Ruim é quando a vida é interrompida de maneira trágica e cruel. E a morte aparece, repentinamente, levando consigo aqueles que, para nós, ainda não estavam na hora de partir. Restam-nos apenas as lembranças, os bons momentos e a dor da partida precoce.

O tempo ajudará a enxugar as nossas lágrimas, mas será incapaz de apagar as lembranças. Um dia todos nós deixaremos o "Trem da vida" e partiremos rumo à eternidade onde encontraremos o criador de tudo e de todos.

Mas o mais importante de tudo é deixarmos um legado. Uma exemplo de vida para a família, para os amigos, para a sociedade.

É... "quem parte leva saudades de quem fica chorando de dor", "naquela mesa tá faltando ele",  "no coração de quem ama fica faltando um pedaço..."


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