quarta-feira, 13 de agosto de 2014

TRAGÉDIA NACIONAL: FIM DA ERA EDUARDO (E NÓS TESTEMUNHAS OCULARES DA HISTÓRIA)

EX-GOVERNADOR MORRE NO MESMO DIA EM MORREU O SEU AVÔ, MIGUEL ARRAES, HÁ 9 ANOS ATRÁS.

Por Samuel Cazumbá

Quando escrevi um artigo sobre os fatos históricos que moldaram e mudaram o mundo na transição do século XX para o XXI, incluí temas impactantes como o ataque terrorista ao World Trade Center e a derrota da Seleção Brasileira por 7 X 1 para a Alemanha. Nunca mais, nenhum desses eventos voltarão a acontecer novamente. Quem viu, viu; quem não viu, não verá mais.

Jamais poderia imaginar que seríamos testemunhas de mais uma tragédia sem precedentes. Em pleno auge de uma campanha presidencial, morre, em acidente de avião, o ex-governador e candidato ao Palácio do Planalto, Eduardo Henrique Accioly Campos, Eduardo Campos.

Assim como o avião (ou pelo menos o que restou dele) o coração dos pernambucanos está dilacerado. Sofrimento, angústia e perplexidade pelo ocorrido. Campos, que esbanjava simpatia por onde passava, deixa viúva e cinco filhos. É muito prático neste momento recortar e colar informações de sites e blogs falando sobre o acidente. Prefiro expor meus sentimentos, minha opinião, meu comentário, meus questionamentos, minhas argumentações, minha pragmática... Afinal, é disso que vivem os políticos: da palavra, do discurso, do mais absoluto pragmatismo.

O desaparecimento do ex-governador Eduardo Campos nos coloca mais uma vez frente a frente com a História. Da mata ao Sertão, do Agreste ao Litoral, na Capital ou na Área Metropolitana, a maioria absoluta dos pernambucanos viram, abraçaram ou até tiraram uma foto de ou com Eduardo. O socialista esbanjava simpatia por onde passava. Mesmo que tal comportamento não interferisse quando tinha de ser enérgico na tomada de decisões.

Amante de desafios, deixou o Governo do Estado e uma eleição tranquila para o Senado, para concorrer à Presidência da República. A parceria com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva proporcionou a Pernambuco um boom industrial. Isso o impulsionou a alçar voos mais altos. Se chegaria ao objetivo final, o eleitor decidiria em cinco de outubro. Mas o caminho estava traçado.

Assim como Miguel Arraes, Eduardo Campos vira mito. Terá seu nome eternizado em ruas, avenidas, escolas, aeroportos, rodovias, hospitais e tantos outros lugares. Seu jeito família de ser, o lado pai sempre presente, também será um legado eduardista. Uma de suas características era, sempre que podia, levar mulher e filhos aos eventos. Além da enorme lacuna no cenário político, Campos deixa um vazio insubstituível no seio familiar.

Perplexos, boquiabertos e meio atordoados aqui estamos nós mais uma vez. Noticiando os fatos e sendo testemunhas oculares da História de Pernambuco, do Brasil e do mundo. Um dia também faremos parte dela. Quem contará a nossa?

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