quinta-feira, 22 de maio de 2014

O METRÔ DA MATA NORTE


PROJETO PODE SE TORNAR VIÁVEL SE HOUVER INTERESSE POLÍTICO
 
Se algumas autoridades (vereadores, prefeitos, deputados estaduais e federais) e a própria população tivessem se interessado a 50 anos atrás; hoje, com certeza teríamos a estrada que liga Vicência ao povoado de Borracha e Vicência a Buenos Aires, asfaltada. Para isso seria preciso alguém tomar a iniciativa no início da década de 1960. Visão de futuro.  Era preciso acreditar que um dia a região seria uma das mais movimentadas no transporte dos Frutos da Terra. Latifundiários, grandes e pequenos produtores, moradores dos sítios e povoações adjacentes poderiam exigir dos governantes uma estrada de qualidade para os meios de transporte de outrora.

Hoje, todos penam e reclamam das péssimas condições de trafegabilidade na região. Dizem a uma só voz que se a estrada fosse asfaltada, a produção fluiria com mais rapidez e toda a população sairia ganhando. Políticos de prestigio possuem terras nos arredores de Vicência, Machados, São Vicente Férrer e Buenos Aires. Mas faltou visão. E, se hoje, alguém sonhar em asfaltar a estrada principal que liga Vicência ao povoado Borracha, este sonho poderá se concretizar sim, mas 5, 10 ou 15 anos mais tarde.

Esta introdução serve de valorização e congratulação com aqueles que hoje estão interessados na expansão do metrô até a Mata Norte. É um sonho! Mas não custa nada. E se alguém teve a ousadia de iniciar o debate e buscar os meios para a viabilidade do projeto, é preciso tocá-lo adiante. Adiante significa futuro. Foi isso que faltou no passado.

O que é preciso dizer é que um feito extraordinário destes nunca acontecerá do dia para a noite, especialmente no Brasil. Sim, pois na Europa não há esta preocupação. Cidades, estados, províncias, países e continentes são interligados através do transporte ferroviário. Trens-balas e VLTs “voam” pelas planícies de países como França, Inglaterra, Noruega e Japão. São veículos ultramodernos, dotados de tecnologia de ponta e estações confortáveis que abrigam passageiros locais e turistas de todo o mundo.

E nossa malha ferroviária, como está? Nossas estações? Nossos trens(?)? Não temos nada. Temos que partir da etapa zero. Nossos trilhos, todos, precisam ser trocados. As estações precisam ser construídas. Os governantes precisam ser avisados. Ah, já estão sendo. E se interessando. Será? Até quando?

O que se vê hoje são composições velhas (muito velhas) se arrastando pelos trilhos velhos (muito velhos) transportando não sei o quê não sei pra onde.

Àqueles que estão engajados nessa tarefa nossos parabéns. Se o fato se concretizar farão parte da História, esta mesmo, com H maiúsculo e serão lembrados como pioneiros de um projeto que começou com um sonho e se tornou realidade. Mas é preciso alertar a população que não se trata de coisa fácil. É preciso desvincular qualquer viés político-eleitoreiro da situação. É preciso dizer que e ferrovia Transnordestina se arrasta há anos pelo Sertão do estado. É preciso esclarecer o eleitor que a Mata Norte só terá o seu Veículo Leve sobre Trilhos, depois de uma proposta governamental, uma análise de viabilidade do projeto, um processo licitatório demorado e um sem-número de papeladas que incluem recursos (Dinheiro mesmo) federal, estadual e da iniciativa privada. Mesmo que seja apenas uma expansão de Camaragibe até Nazaré da Mata, o processo será penoso e dolorido. Mas é preciso dar o primeiro passo. E este já foi dado. Não só um, mas vários. E, se algum dia, escutarmos o apito do trem, folhearemos os livros de História e homenagearemos os sonhadores da estação.

Piuí, tá, tá, tá...
Samuel Cazumbá

0 comentários:

Postar um comentário

LEIA AGORA NO VICENCIANET.
Todo mundo gosta. Todo o mundo acessa.