segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

VICÊNCIA: CHEGOU A VEZ DOS FORASTEIROS?

SAFRA DE CANDIDATOS TRADICIONAIS ESTÁ CHEGANDO AO FIM

Se você perguntar a qualquer político de Vicência da sua pretensão em assumir a Prefeitura Municipal em 2017 ninguém vai responder. Também, não é pra menos. Desde os anos 70 que para se ganhar uma eleição é preciso recorrer aos mesmos políticos que se alternaram no poder, seja como chefe do executivo ou ocupando alguma secretaria.

Um candidato a prefeito daqui da região disse em um programa de rádio que, uma vez perdida as eleições, no mesmo dia começava a articular a próxima. Isso não acontece em Vicência. Só vi uma vez. O ex-prefeito Zezinho Tinin, ao perder as eleições em 2000, colocou um carro de som em dezembro do mesmo ano desejando Feliz Ano Novo a quem votou e a quem não votou nele. Para o bananeiro a campanha começava ali. O resultado veio quatro anos depois.

O desinteresse momentâneo de alguns políticos não quererem administrar o município abre um precedente perigoso: a caída de paraquedas de políticos (ou não) que já aportaram na cidade e são, inclusive, eleitores cadastrados no Cartório Eleitoral local. Em seus 86 anos de história Vicência nunca foi administrada por pessoas de fora.

Quando se passa muito tempo em lugar corre-se o risco de se achar dono do mesmo. Alguns eleitores afirmam ter escolhido o "menos pior" na eleição passada. Há muito a cidade não apresenta uma nova tendência política. Já passou o tempo. emos que nos conformar com o que está aí. Segue-se a máxima do "Se não pode com eles, junte-se a eles". Há os aproveitadores locais, aqueles que estão do lado de quem for ganhar (os inteligentes) e os que veem de fora com a enorme vontade de ajudar no desenvolvimento da cidade e trabalhar assiduamente no combate à corrupção e à pobreza.

Depois das eleições deste ano teremos um prognóstico do que poderá acontecer em 2016. Por enquanto temos candidatos eternos, que lançam o nome para ficar sempre aparecendo; candidatos que são um misto de Copa do Mundo com Olimpíadas, só aparecem de dois em dois anos e outros que estão só na espreitada, aguardando os acontecimentos pra tomar a decisão se disputam o pleito ou vão para o lado de quem for ganhar.

Daqui para o final do ano abrir-se-á o jogo político local. O futuro de Vicência passa pela eleição majoritária estadual. O embate entre o governador Eduardo Campos (PSB) e o senador Armando Monteiro (PTB) dará o compasso do que pode acontecer por aqui. O engraçado será ver gente cuspindo no prato que comeu e outros comendo no prato que cuspiu.

Para quem se preocupa com o futuro do município não está cedo para pensar no assunto. Daqui a 16 anos completaremos nosso centenário. Quem será o gestor da nossa cidade na época? Um filho da terra ou um forasteiro?

Samuel Cazumbá

0 comentários:

Postar um comentário

LEIA AGORA NO VICENCIANET.
Todo mundo gosta. Todo o mundo acessa.