quinta-feira, 3 de outubro de 2013

SE EDUARDO É CANDIDATO ARMANDO TAMBÉM QUER SER

PARTIDO SE PREPARA PARA DISPUTAR GOVERNO DO ESTADO

O PTB recebeu nesta quinta-feira (03) uma nova leva de filiados, dando continuidade ao processo de fortalecimento do partido na construção de chapas competitivas para as eleições proporcionais de 2014. Entraram na legenda lideranças que integravam em sua maioria a oposição, sobretudo o PSDB, a exemplo dos ex-prefeitos de Garanhuns, Silvino Duarte, de Moreno, Vavá Rufino, e de São Lourenço da Mata, Jairo Pereira, além da ex-deputada estadual Aurora Cristina.

Em entrevista à Rádio CBN na manhã desta quinta-feira (03), o presidente estadual do PTB, o senador Armando Monteiro, voltou a defender a legitimidade dos partidos da Frente Popular de Pernambuco em debater a sucessão estadual, dizendo ser da mesma forma legítimo o PSB trabalhar para construir uma possível candidatura presidencial do governador Eduardo Campos.

“O que nós temos dito é que, com a reeleição do governador Eduardo Campos, e na perspectiva agora do final do seu mandato, abre-se um novo ciclo na política de Pernambuco. Nada mais natural, considerando que o governador já foi reeleito, que os partidos possam discutir livremente esta perspectiva de futuro”, disse na entrevista.

Além de Silvino Duarte, Vavá Rufino, Jairo Pereira e Aurora Cristina, filiaram-se ao PTB o ex-deputado federal Ricardo Heráclio, o ex-deputado estadual João da Deus, o ex-vereador de Jaboatão Jorge Junior, a delegada civil e professora universitária, Nely Queiroz, o ex-vereador de Abreu e Lima Cícero Zeferino e o ex-vereador de Garanhuns Marcelo Marçal.

Veja abaixo os principais trechos da entrevista de Armando:

“Nossa relação sempre foi de solidariedade à aliança, mas com independência”

Armando Monteiro – “O PTB sempre se constituiu numa força independente, ou seja, nossa relação na aliança sempre foi pautada por uma posição de solidariedade à aliança. Mas, ao mesmo tempo, de independência. Nós sublinhávamos sempre a nossa condição de aliados e não de subordinados. Ou seja, o nosso partido tem a sua própria liberdade para poder pensar sobre o futuro, sobre os caminhos. E o que nós temos dito é que com a reeleição do governador Eduardo Campos, e na perspectiva agora do final do seu mandato, abre-se um novo ciclo na política de Pernambuco. E a partir daí é legítimo que os partidos, inclusive os que integram a aliança, possam pensar em seus projetos, discutir isto, considerar a perspectiva de que possam também conduzir projetos próprios. Eu quero lembrar que este grau de liberdade que nós reivindicamos, no âmbito da aliança, num certo contexto, corresponde ao que o próprio PSB, no plano nacional, reivindica também, na medida em que ele integra o governo da presidente Dilma. Neste caso até com uma condição diferente, porque a presidente é natural candidata à reeleição, e ainda assim o PSB postula, de forma que me parece legítima, a perspectiva de uma candidatura própria. Portanto, em Pernambuco, nada mais natural de que, considerando que aqui ainda há outra circunstância, que é o fato de o governador já ter sido reeleito, que os partidos possam discutir livremente esta perspectiva de futuro”.

“Um movimento hostil, estranho”

Armando Monteiro – “Nós estamos em plena campanha de filiações e não há nenhuma dúvida de que o PTB sairá mais forte deste processo. Nós filiamos um grande número de lideranças, em todas as regiões do Estado, filiamos deputados estaduais, filiamos figuras expressivas, o ex-presidente da Assembleia Legislativa, Romário Dias, o atual prefeito de Limoeiro, uma das mais expressivas lideranças do agreste setentrional e da Mata norte de Pernambuco, Ricardo Teobaldo, o ex-prefeito Álvaro Porto. Então o PTB tem se fortalecido. Hoje à tarde, às 15h, estaremos filiando lideranças importantes do Estado de Pernambuco. Portanto, o PTB se fortalece. Agora, nós temos procurado observar algo que nos parece uma regra elementar de convivência. Nós não estamos tentando cooptar quadros de partidos que integram a nossa própria aliança. Isto não seria próprio. Portanto, quando o PSB, que é o partido líder da aliança, já que é o partido do próprio governador Eduardo Campos, investe para poder cooptar e atrair quadros dos próprios companheiros da aliança, isto nos parece um movimento estranho, um movimento hostil. Os jornais noticiam, a todo momento, companheiros do PT e de legendas aliadas que estão sendo levados para o PSB. Este nos parece ser, sem dúvida nenhuma, um movimento estranho. Não é um movimento que revele esse compromisso aliancista. Pelo contrário, é um movimento que parece que se pauta por uma visão hegemonista de você querer fortalecer, ou pelo menos reforçar mais ainda a posição deste partido, que é o partido líder da aliança”.

“O PSB tem o direito de buscar os seus próprios caminhos”

Armando Monteiro – “É evidente que nós estamos, e eu quero deixar isto claro, integrandos neste momento esta aliança em Pernambuco. Ou seja, em Pernambuco nós somos um partido da base de apoio do governador Eduardo Campos, como no plano federal, no plano nacional, nós integramos a base da presidente Dilma. Portanto, não é estranho que se possa promover qualquer aliança nestes dois níveis. Agora, há uma situação que tem que ser considerada, e eu volto a dizer, considero legítima esta postulação, é que o PSB, ao que tudo indica, movimenta-se para ter uma candidatura presidencial. Então, é este movimento do PSB que vai condicionar a perspectiva de divisão desta aliança em Pernambuco. Porque na medida em que existe a candidatura da presidente Dilma e a candidatura do PSB você terá necessariamente dois palanques em Pernambuco. Portanto, este situação está condicionada pelos movimentos do PSB. Agora, eu volto a dizer, eu considero este movimento legítimo. O PSB tem o direito de buscar os seus próprios caminhos e de se afirmar no plano nacional como uma força emergente, uma força nova. E tenho dito que do mesmo modo que o PSB reivindica esta liberdade e se coloca de forma legítima, em Pernambuco não há nenhuma razão para que os partidos daqui da base também não postulem e não busquem os seus próprios espaços”.

“Uma candidatura só existe quando ela é capaz de aglutinar outras forças”


Armando Monteiro – “Ninguém é candidato de si próprio. Eu sempre digo que nunca escondi isto, porque não sou daqueles políticos que ficam usando as palavras para esconder o pensamento. Nós sempre trabalhamos com esta perspectiva, desejamos servir a Pernambuco, acumulamos ao longo do tempo uma experiência no setor privado, no setor público, no Congresso Nacional. Evidentemente o nosso nome está à disposição desses partidos, desse conjunto, para que ele possa ser examinado. Uma candidatura só existe quando você constrói alianças, quando em torno dela você pode reunir outras forças políticas. O PTB tem esta pretensão, legitimamente coloca-se neste processo, mas uma candidatura só existe quando ela é capaz de aglutinar outras forças. Portanto, esta candidatura ainda não existe. Nós vamos continuar a caminhar com a convicção de que precisamos somar com outras forças para poder viabilizar este projeto”. (A.I.)

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