quinta-feira, 31 de outubro de 2013

GREVE DE PREFEITOS

GESTORES FAZEM BIQUINHO DE QUERO MAIS

Editorial

Não sei se alguém notou, mas as prefeituras amanheceram ontem com as portas fechadas e uma faixa preta indicando luto. Os gestores, acostumados a serem cobrados, sentiram o gosto amargo da derrota, tantas vezes vociferadas por alguns contra os seus súditos. Muitos prefeitos calçaram as sandálias da humildade e foram à rua, pasmem, por aumento de salário! Buscavam mais recursos para seus respectivos municípios.

O arrocho salarial (companheiro inseparável das classes trabalhadoras brasileiras) bateu à porta dos prédios públicos (prefeituras, câmaras, etc) e elas se fecharam. Greve de prefeitos... Soa estranho e engraçado ao mesmo tempo. Como eles se sentiram do outro lado? O que fazer quando os recursos são poucos e sem perspectivas de aumento? Como negociar com um patrão tão poderoso, ou, no caso, uma patroa?

O que eu sei é que a choradeira foi e é grande. Há uma frustração relativa ao governo petista da presidente Dilma Rousseff. Lula foi mais paizão, embora também tenha dado seus "arrochos". O improvável é que algum desses gestores, por mais revoltados que estejam, renunciem ao mandato. Duvi-de-o-dó! Pode vir a crise que vier, jamais o osso será largado: "Roeremos bravamente até o final, pois não queremos ver nosso povo sem os serviços básicos de saúde, educação, saneamento e moradia", poderá bradar um pobre infeliz com a corda no pescoço, defendendo os seus munícipes dos quais obteve a maioria dos votos.

Dizem que os recursos vêm. E até demais. "Mostre onde estão?", pergunta debochada e ironicamente um gestor de pires e xícara na mão. Milhares e milhões de reais entram nos cofres municipais anualmente, mas a partilha é grande: salários, fornecedores, impostos, acordos de campanha, débitos adquiridos por antecessores (que às vezes são os mesmos), manutenção de frota, pagamento (?) de serviços, etc. E o bolo já era. 

Quem sou eu? Senão um simples e reles mortal, para dar solução ao problema. Há equipes e mais equipes de experts, PHDs, Filósofos, gênios das mais diversas áreas, pagos a preço de ouro (acho que estou começando a descobrir uma pontinha do problema) que estão debruçados sobre mesas, birôs e afins,tentando chegar a uma solução para tão grave crise.

Queria que essa greve continuasse. Mas que as prefeituras ficassem de portas abertas, os gestores tivessem os pontos cortados e repusessem os dias parados.

A corda Cazumbá...

Samuel Cazumbá

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