sexta-feira, 17 de maio de 2013

MANIFESTAÇÃO DOS CANAVIEIROS DESTACARÁ NOVA POSTURA DO GOVERNO

Os impactos da seca na cultura canavieira nordestina serão ressaltados na mobilização dos produtores de cana durante a manifestação do setor na inauguração da Arena Pernambuco, na segunda-feira (20), que terá a participação da presidente Dilma Rousseff. Os canavieiros aproveitarão para agradecer ao governo federal pela mudança de postura em relação ao subsídio econômico para o setor, antes negado via veto presidencial. Serão beneficiados 17 mil produtores com a liberação de R$ 125 milhões. 

“O governo decidiu acertadamente reavaliar o veto e liberar o subsidio”, comemora o presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida), Alexandre Andrade Lima. O poder executivo também aprovou um reajuste no valor do benefício. Ele era de R$ 10 e passou para R$ 12 por tonelada de cana fornecida. A decisão foi repassada pela equipe econômica do governo à entidade de classe regional, durante reunião realizada nesta quinta-feira (16), no Ministério da Fazenda, em Brasília. 

“Dilma se comprometeu em inserir o subsídio na medida provisória 613, ou na MP 603”, agradece Lima, informando que a nova postura será lembrada pelos fornecedores de cana presentes na manifestação. O dirigente informa que o poder executivo também acordou que vai formar uma comissão permanente de dirigentes canavieiros e integrantes da equipe econômica do governo para tratar de medidas especificas para o fortalecimento da cultura canavieira nordestina.

“A comissão é fundamental”, diz Lima. Ele lembra do déficit de 30% da última safra de cana regional devido a maior seca dos últimos 50 anos. Ela provocou um prejuízo financeiro na ordem de R$ 700 milhões. Os seus efeitos comprometeram também a nova safra. Houve morte de socarias. A Unida estima uma redução de 15%. “O prejuízo é real e não tem volta”, diz. No entanto, o dirigente aproveita para agradecer ao governo pelo subsídio, mas, sobretudo, pelo compromisso de formar a comissão para tratar dos problemas do setor, uma vez que é necessário implementar políticas públicas estruturantes para atenuar os impactos futuros da seca na agricultura nordestina.

Robério Coutinho (AIU)

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