quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

CIRURGIA PARA MUDAR A COR DOS OLHOS GERA POLÊMICA

O sonho de mudar a cor dos olhos para sempre ainda é questionado por especialistas
Por Denise Mello
A grande maioria das pessoas está insatisfeita com o corpo. A prova disso são as clínicas de estética e cirurgia plástica cada dia mais lotadas em prol da beleza e da vaidade. Tanto é, que uma técnica desenvolvida pelo oftalmologista panamenho Delary Kahn tem causado polêmica. Desde 2002, Kahn realiza em seu consultório uma cirurgia que muda a cor dos olhos do paciente.
Para obter esse resultado é feito um corte nos olhos e, por meio dele, é inserida uma lente colorida sobre a íris. Muita gente já se animou com a ideia, afinal, seria o fim das lentes de contato coloridas. Mas, segundo a maioria dos oftalmologistas brasileiros, essa técnica ainda não é totalmente segura e pode causar sérios danos à saúde ocular o paciente.
Segundo Virgilio Centurion, oftalmologista e diretor do IMO (Instituto de Moléstias Oculares), essa cirurgia pode acarretar problemas sérios e irreversíveis. "Os riscos de glaucoma, inflamações no olho e descompensação da córnea são enormes, além da cegueira que também não pode ser descartada", afirma.
Mas se essa cirurgia é mesmo tão comprometedora, por que é realizada? Virgilio explica que no Panamá as leis são mais permissivas que no restante do mundo. "Lá, por exemplo, não é exigido que se façam pesquisas experimentais, nem mesmo testes em humanos antes que um procedimento médico seja oferecido à população", explica. Dessa forma, o médico não tem encontrado dificuldades de desenvolver seu procedimento no país.
Virgilio ainda explica que esta cirurgia não pode ser associada a outros procedimentos oftalmológicos, como a cirurgia de catarata, em que uma lente é implantada no olho e substitui o cristalino. "Este é um procedimento seguro. Para ser realizado, foram feitos testes por oftalmologistas em todo o mundo", explica.
No Brasil, a cirurgia que muda a cor dos olhos é considerada experimental e não recebeu a aprovação da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
FONTE: Revista Viva Saúde

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