terça-feira, 3 de maio de 2011

INOPERÂNCIA DOS GOVERNOS PODE TRAZER TRANSTORNO À POPULAÇÃO

GESTORES FEDERAL, ESTADUAL E MUNICIPAL TÊM SUA PARCELA DE CULPA NA ATUAL SITUAÇÃO DOS RIBEIRINHOS DE VICÊNCIA.

Deus e o povo são os menos culpados pelos transtornos que as chuvas têm causado principalmente na Comunidade Cristã. Todos se recordam que antes de "plantarem" casas na beira do rio, havia cana-de-açúcar. Ratos, preás, timbus (sem trocadilho) e, de vez em quando alguma cobra, corriam livremente canavial adentro. No entanto a ganância imobiliária, presente dos minúsculos povoados às grandes metrópoles, fez com que homens e mulheres viessem a invadir setores incompatíveis com moradias humanas. Aí começa o jogo de empurra-empurra: os atuais gestores culpam seus antecessores por terem deixado que pobres e miseráveis que não tinham onde morar com suas famílias, construíssem seus lares em lugares inóspitos; os gestores de outrora dizem que não podiam impedir que esses esquecidos cidadãos que só têm valor na hora de darem seus votos que, infelizmente trocam-no por cestas básicas ou uma lapada de cana, construíssem suas casas cujos tijolos, telhas, cimento, areia, mão-de-obra foram adquiridos pela barganha da troca por voto de dois em dois anos.
É, o povo realmente é o menos culpado. Esse é o verdadeiro povo. O povão. A reles da sociedade. Uma população que vive entocada em casebres caindo aos pedaços dependendo da ajuda de administradores incompetentes que não têm a capacidade de colocar os pontos nos is. E o povo está certo. Ir para onde? Fazer o quê? Obviamente, todos os moradores das comunidades ameaçadas pelo rio queriam ter suas mansões nas ruas dos ricos de Vicência. Esses moradores queriam ter a dignidade de, pelo menos exporem suas ideias, nas diversas reuniões em que muitos decidem por eles. Esse povo quer viver feliz, mesmo com dificuldades. Mas são enganados todo dia. Os opressores se agigantam e devoram recursos e mais recursos através de licitações fraudulentas e obras empacadas por uma burrocracia desgraçada.
 Enquanto isso, o rio quer seguir o seu curso. Livre, desimpedido. Não dá. No meio do caminho tinha uma casa (Desculpa aê Drummond), ou melhor, no meio do caminho tem várias casas. Também tem lixo, pontes, barragens, etc. É o preço do progresso. E o que será o futuro que hoje se faz? A natureza, o homem e os animais? (O Progresso - Roberto e Erasmo).





Um comentário:

  1. Trago no coração o sentimento de dor , pois vi o desespero de gente , GENTE que trabalha, que luta e que faz conquistas, mas infelizmente estamos pagando um preço alto pela agressão com a natureza, a culpa não é de DEUS, é nossa!!!
    Só nos resta apenas orar e agir contribuindo para um planeta onde a terra não possa gemer em dores de parto. Alice Ferreira

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